Mãos que são mais rápidas que olhos,
uma em cinquenta e duas com cem por cento de certeza,
jogos de espelhos,
de fundos de recipientes... de Mentes
A Mente é o grande alvo
O viés do senso comum,
do auto completar cerebral
Do ser induzido a,
por ter vivido a experiencia anteriormente
É nisso que se vale o Grande Reallista,
dotado da capacidade de ludibriar as maiores Mentes existentes,
pois para cair em seus truques basta aceitar tentar compreende-los
Reallista e Ilusionista
O ultimo se limita ao entretenimento,
tendo como limites o perímetro da sua plateia,
sendo que o acordo socio-profissional é que tudo não passe de um truque com a Mente
Já o primeiro não conhece limites,
tendo como ponto em comum o segundo o alvo que é a Mente:
A historia sofrida que causa simpatia e empatia,
o choro que com seu mar de lagrimas afoga toda a razão e raciocínio,
a passividade que o coloca com um escudo frágil
Tudo isso são artifícios mentais,
que podem incluir ate a do próprio Reallista
A realidade é uma autodeclaração,
conotando a ela própria mutabilidade e probabilidade:
ilusão na constância!
Leões são tirados de cartolas,
as mangas estão entulhadas de naipes,
as paredes são todas espelhadas,
os fundos são todos falsos(inclusive o do próprio coração)
Tenham bastante cuidado com os Reallistas,
pois eles podem estar manipulando a "ilusionalidade" do seu lado,
de maneira adjacente ou interna - sendo você mesmo.
Uma salva de palmas imerecidas(pois Mentes estão sendo condicionadas) para os Reallistas - Clap, clap, clap!
A origem onírica ontológica onde orbitam sementes semelhantes semióticas supostamente simbólicas santificadas, que sibilam aos saltos súmulas semânticas sombreadas com sabor soturno sintético
Malditos mortais maltratados por moléstias mitigantes de membros menores mascarados por muralhas mutantes mutiladoras de mentiras, malícias e mentes
Cadencio calado conflitos caracterizados por cadáveres em consequência da coleira caída por conta da cólera cruzada com coração crente em crimes cometidos por canalhas convencidos e cólumes
Rio rente ao rio repetido em ré relatado rotineiramente por ratos rasteiros que rodeiam a região da rodovia rumo ao retrato roto rotulado rispidamente
Magias mentirosas metidas nas mentes de meninos maltratados de modo módico por mentores maus mesclados a média manifestada mediante música maligna mítica
Dê adeus aos dedos decididos dedicados a dor de dar dificuldades a diletantes dementes da dinastia dos dinossauros
O particípio do partido é no fim o do, na dor de dar dó a deus e adeus e aos meus menos que para ele é mais nos bolsos boçais, beligerantes que abalam com belas bocas ouvidos ouriçados de outras vítimas vulneráveis aviltadas pelos volumes de vociferações que vilipendiam você, que também reverte e se vira ao vocabulista vigilante de vozes
Antes dos cumprimentos vem a preparação Antes do publico,
seu escrutínio e apresentação vem a introspecção
Um nada ocorre pela inação dos artistas,
pois os mesmos,
por definição e conceito,
ainda não o são,
até que o palco se preencha,
e o horário se confirme
No vazio o ato aguarda
No vazio o ato espera
As feras estão enjauladas,
o mestre se encontra ausente do picadeiro,
a escolha ainda não alcançou o malabarista,
a chama não se iniciou
O vazio é o interior,
exterior e o ser
Ele estará a frente,
não estando
Estava atrás,
não estando
Está no agora,
não estando
Ele não é entrave,
e sim,
para aquele artista que se conhece,
em vaga ideia ilusório,
um impulso
O vazio a frente a ser preenchido,
pelo abominação
O véu misterioso feito de nada,
que amedronta e afasta ao fundo do cenário
Aceite o vazio,
mas antes se conheça,
pois antes do ato vem a não-ato
O conhecimento de si o prepara para resistir a abominação e ao medo,
e se construir com ambos,
direcionando-os
Assim o fazem nossos artistas,
antes do ato (Silencio e ausência de palmas)